Em greve
desde o dia 3 de outubro, os professores municipais de Maracanaú ocuparam,
nesta terça-feira (31), a Câmara de Vereadores do município. A categoria
protesta pela implementação do Plano de Cargos, Carreiras e Remunerações
(PCCR), e deve realizar assembleia geral no local para deliberar os rumos da
paralisação.
Os professores alegam que o prefeito Firmo Camurça se
comprometeu a implantar o PCCR este ano, mas descumpriu o prazo.
No site oficial da prefeitura, o órgão lançou nota
afirmando que “O PCCR do Magistério é lei e está em pleno vigor. No entanto, a
Prefeitura de Maracanaú apenas está momentaneamente impedida de desenvolver o
PCCR em virtude do contexto de crise econômica do Brasil, redução das receitas
municipais e devido ao limite da Lei de Responsabilidade Fiscal para gastos com
pessoal”.
Conforme a nota, atualmente, o município está com 52,18%
da receita comprometida com o pagamento de salários, “mesmo após expressiva redução
do número de servidores, entre 2016 e 2017”.
De acordo com a presidente da Confederação dos
Trabalhadores no Serviço Público Municipal (Confetam/CUT), Vilani Oliveira, a
última greve dos professores no município, em 2016, "teve como pauta a
reformulação e implantação do novo plano, e foi encerrada em audiência onde o
prefeito se comprometeu, até dezembro de 2016, a aprovar a Lei, que entraria em
vigor em janeiro de 2017, o que não aconteceu".
Segundo Vilani, a categoria está aberta para negociar o
PCCR, aceitando inclusive uma eventual implantação gradativa do Plano.
G1/CE

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