A pedido do Ministério Público Estadual do Ceará (MPCE), a Polícia Civil
realiza, na manhã desta quarta-feira, 13, operação no município de Paracuru,
adotando medidas cautelares ao prefeito José Ribamar Barroso Baptista, além de
secretários e empresários. A Operação Cascalho do Mar investiga fraudes em
licitação, além do crime de associação criminosa e corrupção. A ação policial
se estendeu por Fortaleza, Tauá, Eusébio, Caucaia e Groaíras.
O prefeito foi conduzido coercitivamente e afastado do cargo. Conhecido
na região como Ribeiro, ele ainda foi preso em flagrante por porte ilegal de
armas. Foram cumpridas prisões preventiva e temporária, busca e apreensão,
além do afastamento de outros gestores públicos de Paracuru.
O filho do prefeito de Paracuru, Ranieri de Azevedo Batista, e os
empresários Alonso de Melo Feitosa e Gabriel Ilário da Silva foram presos
preventivamente. A chefe de Gabinete e filha do prefeito de Paracuru,
Joana D’Arc Batista Carvalho, a secretária de Governo de Paracuru Érica da
Silva Brasil, e o empresário Ricardo Henrique Lemas foram presos
temporariamente. Todos foram encaminhados para o Centro de Triagem e Observação
Criminológica, no município de Caucaia, Região Metropolitana de
Fortaleza.
Foram conduzidos coercitivamente o contador José Wellington da Silva, o
presidente da Comissão de Licitação do município, Pedro Paulo Quirino, e os
secretários Werley Sales Pinheiro (Infraestrutura), Sinval Ribeiro de Almeida
(Segurança Patrimonial, Cidadania e Trânsito), Diana Jaqueline Mendes Meireles
(Educação), Camylle Alcoforado Pinho Costa (Saúde), Ricardo de Azevedo Alves
(Turismo, Cultura e Meio Ambiente), e os empresários José Luís Nunes Tavares e
Sandra Elisabeth Arruda. As oitivas são realizadas no Fórum de Paracuru e na
sede da Procuradoria dos Crimes Contra a Administração Pública (Procap),
em Fortaleza.
A procuradora de Justiça e procuradora do Procap, Vanja Fontenele,
adiantou que armas, munições, dinheiro, e farto material de provas foram
apreendidos. Combustível adulterado também foi identificado em um posto de
gasolina. O material será analisado pelas equipes do Ministério Público ao
longo desta quarta-feira.
São investigadas as empresas Petróleo Nosso (Paracuru), São Jorge
Locação e Construção (Fortaleza), Terra Sol Transporte e Locações (Eusébio),
Pádua Empreendimentos (Groaíras), e Onzemais Serviços e Locações
(Fortaleza).
O trabalho de investigação é uma parceria entre MPCE, Grupo de Atuação
Especial e Combate a Organizações Criminosas (Gaeco), e Polícia Civil. A
operação foi autorizada pela desembargadora Lígia Andrade de Alencar
Magalhães.
Participaram da operação 28 equipes compostas por membros da Procap, do
Gaeco, do Núcleo de Investigação Criminal (NUINC), promotores de Justiça de
Fortaleza e do Interior e policiais civis e militares.
O Povo

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