O Ministério
Público do Ceará (MPCE) voltou a solicitar a interdição total da Cadeia
Pública de Pentecoste, na Região Norte do Ceará, onde dois presos foram assassinados e nove ficaram feridos durante um conflito na quarta-feira (8).
Os detentos foram mortos durante confronto no interior da unidade
prisional. Após as mortes, a Secretaria da Justiça e Cidadania (Sejus)
transferiu 25 presos e suspendeu as visitas sociais e íntimas em dez prisões da região Centro-Sul do estado.
Conforme o promotor de Justiça Jairo Pequeno Neto, da comarca de
Pentecoste, a cadeia estava parcialmente interditada desde julho de
2017. O MPCE havia entrado com uma Ação Civil Pública requerendo a
interdição devido ao estado precário das instalações da unidade, que
funciona em uma casa alugada no centro da cidade.
A cadeia, no entanto, foi interditada parcialmente pela Justiça para
que fossem realizadas reformas pontuais, como aumento dos furos e
reforço na segurança externa.
"Com base nesses novos fatos, iremos requerer novamente o pedido de
interdição total devido à precariedade da unidade. O pedido será feito
hoje vamos ficar no aguardo da decisão da justiça", comentou o promotor.
Jairo Pequeno acrescentou que a cadeia "gera um risco não só para os
presos, mas também para a população da cidade, em razão das constantes
fugas".
A cadeia fica em uma área residencial da cidade. Além dos presos de
Pentecoste, a unidade prisional abriga detentos de Apuiarés e General
Sampaio.
Investigação
O promotor Jairo Pequeno informou ainda que o Ministério Público
requisitou a instauração de um inquérito policial para investigar como
as armas entraram na unidade. Conforme a Sejus, foram apreendidos
cossocos e três armas de fogo no local.
Por meio de nota, a Secretaria da Justiça que grupos rivais iniciaram a
briga na cadeia. As causas do conflito estão sendo apuradas pela
Delegacia de Pentecoste. Dos nove internos feridos, um passou por um
procedimento cirúrgico e tem a situação delicada. Outros seis permanecem
em atendimento hospitalar e dois já retornaram à unidade prisional.
G1/CE

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