A mesa diretora da Câmara Municipal de Vereadores decidiu aplicar
Ato Normativo de Censura contra o vereador Haroldo Mota (PPS) por quebra do
decoro parlamentar. De acordo com o termo de censura, na sessão legislativa do
dia 07 de novembro, o referido parlamentar ao fazer uso do púlpito da Casa
direcionou gesto obsceno contra um cidadão que assistia à sessão nas galerias
da Câmara.
‘Disparado’ e aparentemente indignado, na
sessão do dia 21 de novembro o alvo de desrespeito foram seus pares. Haroldo Mota
afirmou que só havia “malas” na Casa legislativa. Disse ainda que “vereador
serve para encher linguiça” e em mais um ataque aos seus colegas afirmou que os
vereadores eram indivíduos de “alta periculosidade”.
A maior parte dos vereadores ofendidos defendia pelo menos uma
suspensão temporária do mandato de Haroldo Mota, mas o regimento interno da
Câmara prevê antes um Ato de Censura. A Casa não tem comissão de ética e, os
edis defendem a reformulação do regimento para que atos como esses não venham ocorrer,
ou caso aconteçam, sejam exemplarmente punidos.
Todos os vereadores foram favoráveis à advertência, porém, segundo o
regimento, o documento é assinado apenas pela mesa diretora (conforme cópia do
documento).
Assinaram o Ato Normativo 01/2018, os
vereadores: Bruno Francisco (Presidente), João Camará (Vice-Presidente),
Gláucia Araújo (1ª Secretária), Samuel da Saúde (2º Secretário) e Neutel
Monteiro (Tesoureiro).
Fonte: Mardem Lopes
O Blog abre espaço à versão de defesa do vereador citado.



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