Em depoimento na
Delegacia de Jijoca, Raimunda Nonata Laurindo da Silveira,
24 anos, mãe que é suspeita de enterrar vivo o bebê que ela anteriormente havia
dado à luz, disse que tomou uma substância para abortar, mas a criança nasceu
com vida e chorou. Ainda assim, ela deixou o bebê no local. A causa da morte,
que pode ter sido provocada pelas lesões dos animais ou também por asfixia, só
poderá ser constatada após exames na Perícia Forense.
Questionada sobre o
motivo do crime, Raimunda afirmou que fez isso porque era solteira, teve dois
filhos antes, tendo um deles sido dado para adoção, e temia a reação da família
ao saber que ela estava novamente grávida.
De acordo com a
SSPDS, a autuação por infanticídio ocorre quando a mãe age sob um abalo
psíquico em razão do estado puerperal. No entanto, a mulher confessou que agiu
de forma premeditada. Por isso, ela foi autuada em flagrante por homicídio.
O caso agora será
transferido para a Delegacia Regional de Camocim, que dará continuidade ao
andamento do inquérito policial.
A mulher foi
conduzida à Delegacia de Jijoca de Jericoacoara pelo fato de estar sob o risco
de ‘linchamento’ devido a revolta de populares por tamanha crueldade contra a
vida de um ser recém-nascido e indefeso.
Crime
Uma recém-nascida
foi atacada por animais após ser enterrada pela mãe em uma cova rasa logo após o
nascimento. A criança foi encontrada sem vida por um tio. O caso aconteceu na
quarta-feira (20), na zona rural do município de Camocim, a 347
quilômetros de Fortaleza.
A mãe, Raimunda
Nonata Laurindo da Silveira (24), foi presa em flagrante e conduzida para a
Delegacia Municipal de Jijoca de Jericoacoara.
Segundo a Secretaria
da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS), a mulher manteve a gravidez em
segredo por nove meses. Na quarta-feira, decidiu ingerir um chá com
propriedades abortivas e começou a sentir contrações. Raimunda foi até um
terreno afastado da residência, na localidade de Buriti, onde entrou em
trabalho de parto.
uando a criança nasceu,
a mãe teria enterrado o bebê e retornado à residência. Após tomar banho, um
irmão percebeu que Raimunda estava sangrando e a questionou. Ela voltou ao
banheiro sem dar detalhes. Em seguida, foi para a casa da irmã mais velha.
O irmão, que já suspeitava da gravidez,
foi até o terreno nos fundos da casa, onde encontrou o corpo da criança, que
foi parcialmente devorado por animais. Ele mesmo recolheu o corpo e informou
aos demais parentes. Quando Raimunda retornou à casa, foi mantida no local até
a chegada dos policiais. (Fonte: Tribuna do Ceará)
Raimunda Nonata Laurindo da Silveira


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