Dívida milionária do regime próprio de previdência, é reparcelada após autorização da Câmara Municipal

 


A Câmara Municipal de Tejuçuoca aprovou por unanimidade, na última sexta-feira, dia 15, o projeto de lei que autoriza o parcelamento e reparcelamento de débitos da Prefeitura junto ao TejuPrev, que é o Regime Próprio de Previdência Social do município.

De acordo com os dados apresentados durante a sessão pela própria diretoria executiva do TejuPrev, a dívida acumulada entre os anos de 2013 e 2020 ultrapassa os R$ 8,8 milhões. O valor inclui tanto débitos patronais da Prefeitura quanto valores descontados diretamente dos servidores municipais que, segundo a explanação a respeito do débito, feita na Câmara, não teriam sido repassados ao fundo previdenciário.

A situação é considerada ainda mais grave por que parte dessas dívidas já havia sido parcelada anteriormente, mas os acordos não foram cumpridos por governos da época, o que levou ao novo reparcelamento agora aprovado pelo Legislativo municipal.

A planilha apresentada durante a sessão detalha débitos referentes aos exercícios das gestões de 2013 a 2016, período em que o município era administrado por Valmar Bernardo, e de 2017 a 2020, gestão da ex-prefeita Heloíde Eufrásio.

Segundo os dados expostos pela diretoria do TejuPrev, além das contribuições patronais não recolhidas corretamente, também há registros de contribuições previdenciárias descontadas dos próprios servidores e que não teriam sido transferidas ao regime previdenciário municipal.

O tema ganhou forte repercussão política após declarações do ex-prefeito Edilardo Eufrásio, esposo da ex-prefeita Heloíde Eufrásio e padrinho político do ex-prefeito Valmar Bernardo. Edilardo contestou publicamente a existência dos débitos, afirmando que as informações seriam falsas.

No entanto, os números apresentados oficialmente pela diretoria executiva do TejuPrev durante a sessão de votação acabaram reforçando a existência da dívida previdenciária acumulada ao longo dos anos.

O projeto aprovado pela Câmara autoriza o parcelamento em até 300 meses, o equivalente a 25 anos. Com juros e correções monetárias, o montante total poderá ultrapassar os R$ 10 milhões ao longo do período de pagamento. A informação é da Rádio Atitude FM.

A aprovação unânime demonstra a preocupação dos vereadores com a necessidade de regularização da situação previdenciária do município, principalmente diante dos impactos que os débitos podem causar ao futuro das aposentadorias e à saúde financeira do regime próprio de previdência dos servidores municipais.

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