Mil, cento e noventa e cinco mortes violentas. Uma média de uma a cada oito minutos no país. Durante uma semana, o G1 registrou todas as vítimas de um embate silencioso. São crimes que, na maioria das vezes, ficam esquecidos – casos de homicídios, latrocínios, feminicídios, mortes por intervenção policial e suicídios espalhados pelo Brasil.
Há inúmeros exemplos: de como uma vida pode custar apenas R$ 20, de como uma discussão de casal pode terminar em tragédia, de como uma execução pode parecer algo banal.
O trabalho é o ponto de partida de uma parceria do Núcleo de Estudos da Violência (NEV) da USP e com o Fórum Brasileiro
de Segurança Pública. O projeto tem um nome: Monitor da Violência.
Alguns recortes se destacam no levantamento feito. São eles:
- Do total de vítimas, 89% são homens
- Os jovens – especialmente os de 18 a 25 anos – são a faixa etária mais vulnerável à violência (33% do total)
- Negros correspondem a 2/3 das vítimas em que a etnia é informada
- A maior parte dos crimes ocorre à noite (35%)
- O fim de semana concentra um grande percentual dos casos (36%)
- 81% morrem vítimas de arma de fogo (quando a arma é informada)
- Em 15% dos casos, o autor do crime conhece a vítima
- São 89 suicídios no período
O G1, de onde obtivemos esta matéria, apresenta este meio pelo qual se consulta a relação desta onda de violência que assola o País.

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