Justiça extingue e arquiva processo que afastou Ciro Braga e Dr. Ider de seus mandatos em 2016

 


A Primeira Câmara Virtual do Tribunal de Justiça do Estado do Ceará, por unanimidade dos votos julgou pela extinção e consequente arquivamento do processo movido contra o ex-prefeito de Itapajé, Ciro Mesquita da Silva Braga e o ex-vereador Idervaldo Rodrigues Rocha. No despacho, os magistrados do TJ-CE embasaram a decisão afirmando não haver provas materiais contra os acusados. Além de Ciro Braga e Dr. Ider, também eram alvos da ação: Manuel Anastácio Tabosa de Andrade Braga, sócio-proprietário da empresa A & B Construções e Serviços Ltda; Rocivaldo Sousa Araújo, ex-secretário municipal; Manoel Aurimar Rodrigues, ex-secretário municipal; Wedser de Souza Pinheiro, ex-presidente da Comissão Permanente de Licitação; e Francisco Tony Peixe Cruz que era engenheiro da Prefeitura.

Segundo a denúncia apresentada pelo Ministério Público do Estado do Ceará, Ciro Mesquita da Silva Braga e Idervaldo Rodrigues Rocha teriam cometido fraude em um processo legislativo que tramitou em 2013, quando o vereador era o presidente da Câmara Municipal de Itapajé. Ainda segundo o MPCE, na época foi alterado um projeto de lei para autorizar a locação de um galpão onde foi instalada uma indústria de calçados. Além disso, os Procuradores também afirmaram ter havido irregularidades na licitação para reforma do local.

A operação que resultou no afastamento e posteriormente na prisão dos dois políticos, foi intitulada “Frade de Pedra”, fazendo alusão ao principal ícone natural do município que é a Pedra do Frade. Na primeira fase da operação houve a quebra de sigilos bancário e fiscal dos investigados. Já na segunda etapa, houve o afastamento e em seguida as prisões de Ciro Braga e Dr. Ider.

A denúncia que motivou a ação do Ministério Público contra o então prefeito e também presidente da Câmara municipal, na época, foi feita por um grupo politico liderado pelo também ex-prefeito do município, Dimas Cruz, que na época era vereador. O parlamentar, ferrenho opositor, formalizou a denúncia junto ao MPCE ladeado de outros parlamentares, que naquela época, compunham o bloco de oposição à Gestão de Ciro Braga. 

Na eleição seguinte, Dimas Cruz concorreu ao mandato de prefeito e foi eleito. 


Informação: FM Atitude

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