Trinta e oito municípios cearenses
entraram no radar do Tribunal de Contas do Estado (TCE). Nessas cidades, onde
as oposições saíram vencedoras das urnas, o sinal de alerta foi ligado por
conta do processo de transição das atuais gestões para as futuras, que assumem
no dia 1° de janeiro de 2025.
Historicamente, as fiscalizações dos
tribunais identificam irregularidades na continuidade dos serviços públicos,
apagamento de informações contábeis, entre outras ilegalidades — prejudicando a
população e gerando provas para a atuação da Justiça Eleitoral em ações
futuras.
"No passado a gente via, era
comum, o patrimônio dilapidado, os servidores sem receber, paralisavam a saúde,
paralisavam a educação, paralisavam o transporte escolar, então eram graves
problemas. Ao longo do tempo, as ações do Ministério Público, as ações do
Tribunal de Contas, isso de certa forma vem minorando um pouco", disse
Cristiano Goes, Diretor de Fiscalização de Atos de Gestão I do TCE.
Agora, logo após o fim do primeiro
turno, o TCE contabilizou, ao todo, 38 cidades em que houve o fim do atual
ciclo político. A Corte planeja um olhar atento sobre as etapas da transição.
O presidente do TCE, conselheiro
Rholden Queiroz, explica que a probabilidade de risco para a gestão é maior
justamente onde há os rompimentos políticos.
Nessa quarta-feira (9), a Corte de
contas lançou o Portal de Transição Responsável, com orientações para os
prefeitos e secretários. É a partir dessa tecnologia que a sociedade poderá
acompanhar cada etapa do processo de transição municipal.
Veja a lista dos municípios:
Abaiara, Acopiara, Aiuaba, Altaneira,
Apuiarés, Araripe, Baixio, Barreira, Campos Sales, Canindé, Cascavel, Erere,
Frecheirinha, Groaíras, Guaraciaba do Norte, Guaramiranga, Icapuí,
Independência, Ipu, Itaiçaba, Itapajé, Itapiúna, Jijoca de Jericoacoara,
Massapê, Morada Nova, Ocara, Pacajus, Pacatuba, Palmácia, Paracuru, Penaforte,
Pentecoste, Saboeiro, Salitre, São Luís do Curu, Sobral, Tarrafas, Tururu.
Informação: Diário do Nordeste

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