Dia da Policial Militar Feminina: Mulheres ampliam presença em cargos de liderança na PMCE

 


À frente de companhias, equipes e setores estratégicos, mulheres vêm ocupando cada vez mais espaços de comando, decisão e influência na Polícia Militar do Ceará (PMCE). Mais do que ampliar a representatividade feminina na corporação, esta presença fortalece diferentes formas de liderar, pautadas pela competência, pelo compromisso com a missão institucional e pela valorização das pessoas. No Dia da Policial Militar Feminina no Ceará, celebrado neste 26 de junho, oficiais que exercem funções de liderança destacam os desafios, aprendizados e conquistas dessa trajetória, que já não se limita à participação no efetivo.

Para a coronel Fátima Bezerra de Paula, chefe de segurança do Tribunal Regional Eleitoral do Ceará (TRE), a liderança policial envolve conduzir pessoas em direção ao cumprimento da missão institucional, inspirando confiança, disciplina e profissionalismo. “Não se trata apenas de exercer autoridade hierárquica, mas de influenciar positivamente os policiais militares, desenvolvendo suas capacidades e fortalecendo a confiança mútua e a integração da equipe”, afirma.


A visão é compartilhada pela capitã Maria Freitas, comandante da 4ª Companhia do Batalhão de Polícia de Choque (4ª CIA/BPChoque). Segundo ela, liderar dentro da corporação vai muito além da coordenação de ações. “Significa gerenciar operações, cuidar do bem-estar e motivar a tropa, além de dar exemplo profissional e ético”, resume.

De acordo com a coronel Asmenha Cruz, coordenadora da Coordenadoria de Gestão de Pessoas (CGP) da PMCE, “servir de exemplo profissional é um dos principais papéis de uma líder. O líder deve orientar, motivar e inspirar seus subordinados, sempre pautado nos princípios da disciplina, da ética e do compromisso com a instituição”.

Já a capitã Talyta Maciel, comandante da 1ª Companhia do Comando de Prevenção e Apoio às Comunidades (Copac), destaca o aspecto humano da função. Para ela, liderar é uma grande responsabilidade e, também, uma demonstração de confiança. “É saber ouvir, orientar e decidir, mantendo a disciplina e, ao mesmo tempo, cuidar das pessoas que fazem a missão acontecer”, explica.


A capitã Luziane também acredita que o exemplo fala mais alto do que qualquer discurso. “Considero essenciais a empatia, a coragem para tomar decisões, a capacidade de ouvir e a humildade para continuar aprendendo. Na atividade policial, lideramos em cenários de pressão. Por isso, é fundamental transmitir segurança, manter o foco e construir relações baseadas no respeito”, frisa.

As experiências vividas como mulher também contribuem para a forma como exercem a liderança. A coronel Fátima ressalta que sua trajetória em um ambiente historicamente masculino fortaleceu características como resiliência, determinação e capacidade de adaptação. “Essas experiências contribuíram para que eu desenvolvesse uma liderança baseada no respeito, na competência e na valorização das pessoas”, avalia.

Para a coronel Asmenha, a experiência feminina contribui para uma liderança sensível às necessidades das pessoas, sem abrir mão da firmeza e da disciplina que a atividade policial exige.

“As mulheres trazem diferentes perspectivas, fortalecendo o diálogo, a capacidade de mediação e o cuidado com as relações humanas, aspectos importantes para a gestão de equipes e para a construção de um ambiente de trabalho mais colaborativo”.

Coronel Asmenha

O equilíbrio entre firmeza e sensibilidade também é buscado pela capitã Maria Freitas, que afirma que procura demonstrar diariamente que é possível exercer uma liderança forte e humanizada e, ao mesmo tempo, abrir espaço para outras mulheres.

Já a capitã Talyta entende que as características de liderança independem de gênero, mas reconhece que a vivência feminina pode favorecer um olhar mais atento às pessoas e à escuta, sem comprometer a firmeza exigida pela função.

A capitã Luziane compartilha da mesma ideia e enfatiza que gênero nunca deve ser visto como uma barreira. “Acredito que homens e mulheres possuem diferentes perspectivas e, juntos, tornam as equipes mais completas. O que realmente conquista respeito é o preparo, o profissionalismo, o comprometimento e a forma como tratamos as pessoas”, analisa. “Sou policial militar, esposa, mãe e filha. Busco equilibrar cada um desses papéis com dedicação, porque todos fazem parte de quem eu sou”, acrescenta.


Fortalecimento da instituição


A presença crescente de mulheres em posições de comando também é vista como um fator que fortalece a própria instituição. Para a coronel Fátima, a diversidade torna a corporação mais forte e contribui para a construção de ambientes mais completos e eficientes.

“Como mulher em posição de comando, procuro demonstrar que a liderança é construída por meio do conhecimento, do exemplo e do comprometimento com a missão, além de incentivar outras mulheres a acreditarem em seu potencial e buscarem seu espaço profissional”.

Coronel Fátima

A coronel Asmenha concorda com a análise. “A presença feminina fortalece a instituição, amplia as formas de atuação policial e aproxima ainda mais a corporação da sociedade. A diversidade de experiências e perspectivas enriquece o ambiente institucional e torna o serviço prestado à população ainda mais eficiente e humanizado”, frisa. A capitã Maria acrescenta que as policiais ampliam a representatividade da corporação e diversificam habilidades e experiências.

Capitã Luziane também defende que as mulheres agregam diferentes visões e fortalecem o trabalho. “Hoje, vemos mulheres comandando unidades, atuando em operações especializadas, formando novos policiais, ocupando cargos de gestão e representando a instituição em diversas áreas. Isso demonstra que a diversidade fortalece a Polícia Militar e melhora o serviço prestado à população. Quando diferentes experiências se unem em torno de um mesmo propósito, quem ganha é a sociedade”, reconhece.


Novas gerações

Ao olharem para as novas gerações, as oficiais deixam uma mensagem semelhante: acreditar na própria capacidade e perseverar diante dos desafios. A coronel Fátima reforça que o espaço conquistado atualmente é resultado do esforço de muitas mulheres que abriram caminho dentro da instituição. “Busquem conhecimento, mantenham seus princípios e enfrentem cada desafio com determinação. A liderança, o reconhecimento e o crescimento profissional são consequências do trabalho sério e do compromisso com a missão”, aconselha.


“A Polícia Militar é um espaço de oportunidades para todas aquelas que possuem vocação para servir. É importante acreditar no próprio potencial, investir na capacitação e enfrentar os desafios com coragem e determinação. A dedicação, a competência e a ética sempre serão os maiores diferenciais de uma profissional”, reforça coronel Asmenha.

As oportunidades existentes na PMCE também são destacadas pela capitã Luziane. “A Polícia Militar é uma instituição de oportunidades para quem está disposto a estudar, se preparar e servir com dedicação. Haverá desafios, como em qualquer profissão, mas também haverá conquistas que transformam vidas”, encoraja.

Para a capitã Maria, seguir a carreira da Polícia Militar é uma missão que exige muito todos os dias. “Para isso, é necessário haver pessoas que persistem, que acreditam em si mesmas e confiam em sua capacidade”, enumera. Já a capitã Talyta destaca que, apesar das exigências da profissão, trata-se de uma carreira transformadora. “É uma profissão que nos permite contribuir diretamente com a sociedade. Tenho muito orgulho de ser policial militar e me sinto realizada pessoal e profissionalmente”, finaliza.


Este conteúdo é de autoria da Ascom da SSPDS Ceará.


Postar um comentário

0 Comentários