A igreja Matriz de São
Francisco de Assis, em Itapajé, comemora neste dia 14 de junho de 2026 o seu
11º Aniversário da sua Dedicação que ocorreu neste mesma data no ano de 2015,
ocasião em que o pároco era o reverendíssimo Padre Eugênio Simão, e seu vigário
paroquial era o reverendíssimo Padre João Batista Alves.
A
Celebração Eucarística acompanhada do rito de Dedicação, foi presidida por Sua
Excelência Reverendíssima Dom Antônio Roberto Cavuto, e desde então este belo
templo estrutural e formado por um povo de fé, passou a ser totalmente uma
igreja Dedicada.
Na Celebração Eucarística deste 11º Domingo do Tempo Comum, às 18h, na própria igreja Matriz, toda a comunidade paroquial renderá graças a Deus por este feito que tem contribuído bastante com a fé de seu povo.
O que é a Dedicação de uma igreja
Desde os primórdios, Deus se
comunicou com o homem de diversas maneiras. Podemos ler, no Antigo Testamento, o
Senhor que se revela a Abrão por intermédio de um anjo (Gn 18,2ss). No livro do
Êxodo, Deus se manifestou a Moisés na sarça ardente (3,2) e o tornou libertador
do povo de Israel. Esse povo cultuava Deus por meio de orações, sacrifícios e
de uma conduta segundo os mandamentos. Hoje,
nós temos a igreja para nos reunirmos, para escutarmos a Palavra; antes, no
entanto, o povo realizava seus sacrifícios e orações no
deserto e em tendas.
No primeiro livro de Samuel, aparecem outros
elementos que ajudavam o povo eleito na fé: a Arca da
Aliança (4-6), que continha as Tábuas da Lei; o cajado de Aarão e o maná; a
unção, o óleo com o qual reis e profetas eram ungidos (10,1;16). O grande rei
Davi bem que gostaria de ter construído um templo para o Senhor, mas foi seu
filho Salomão que o fez. O templo foi destruído inúmeras vezes! Atualmente,
existe apenas uma pequena parte, que é conhecida como muro das lamentações.
Com a vinda de Jesus Cristo, a
ideia de casa de Deus, de templo, não diz respeito apenas a um edifício, mas a
pessoas que formam uma comunidade, uma ecclesia, uma assembleia. Jesus havia
escolhido Pedro: “Tu és Pedro e sobre esta pedra edificarei a minha Igreja” (Mt
16,18). O apóstolo Paulo faz a comparação e apresenta a imagem da Igreja como
um corpo, que tem como cabeça Jesus Cristo (1Cor 12). O apóstolo Pedro, em sua
carta pastoral, dizia à comunidade: “Do mesmo modo, também vós, como pedras
vivas, formai um edifício espiritual, um sacerdócio santo”
(1Pd 2,5). Pode-se verificar que não havia uma preocupação de construir um
templo, aliás, no próprio discurso de Estevão ele diz que Deus não mora em casa
feita por mãos humanas (At 7,48). De qualquer forma, também no início da
Igreja, os apóstolos se reuniam nas casas para rezar. Paulo estava
provavelmente numa casa, estavam reunidos para a fração do pão; e como se
delongou na pregação, um jovem caiu da janela (cf. Atos 20,9).
Com o tempo, a Igreja foi crescendo e houve a
necessidade de um templo. No fim do século I, eram edifícios denominados “Casa
de Assembleia”; no século II, “Casa de Deus”, estes últimos normalmente foram
edifícios de poderosos, que se convertiam e doavam esses edifícios para a
Igreja. Isso é bem identificado por volta do ano 300 d.C, quando Constantino
recebeu a evangelização de sua mãe Santa Helena. Esses espaços e outros
construídos passaram a ser oficialmente os locais de oração, do culto
eucarístico, da pregação da Palavra, local onde se cultivava a fé. Esse local é
a igreja; ela era e é o local de encontro. Assim como no Antigo Testamento,
Deus se manifestava na tenda ou no próprio templo, a Igreja acredita
e celebra a presença de Deus também no templo, a igreja.
Quando a construção de uma
igreja chega ao fim, a celebração que marca a vida dela tem o nome de
“dedicação”, que pode ser traduzida como consagração, sagração ou inauguração.
O termo, normalmente, mais usado é “dedicação”, toda igreja é dedicada por excelência
à Santíssima Trindade, a Nosso Senhor Jesus Cristo e seus títulos; ao Espírito
Santo, a Santíssima Virgem, aos Santos Anjos, aos
santos inscritos no Martirológio Romano. Na dedicação da igreja, o rito é
belíssimo e muito rico de significados. Normalmente, é o bispo daquela diocese
quem dedica a nova igreja. Ali acontece a aspersão da água benta, as
unções do altar e das paredes no edifício, a incensação, a deposição das
relíquias no altar, a iluminação e, é claro, o rito da Palavra e da Eucaristia.
Parte por parte, com muito significado, a água
aspergida logo no início é um clamor para que todo local seja purificado,
lavado por Deus tanto as paredes quanto cada fiel que participar, é um rito
penitencial, por isso não há o ato penitencial como
de costume. As unções do altar e das paredes ungem aquela mesa que será usada
para o sacrifício eucarístico, a unção ainda exala aquele belo e agradável odor
do qual todos somos chamados a exalar, o odor de Cristo (2Cor 2,15). O incenso,
a fumaça que sobe aos céus são as nossas orações, nossos pedidos elevados ao
Pai. Desde os primeiros séculos, celebrava-se nas catacumbas sobre as relíquias
dos mártires, os santos que deram a vida por amor a Jesus Cristo; assim, a
deposição das relíquias no altar, hoje não mais exigido que seja de um mártir,
nos recorda a doação, a entrega dos santos como resposta ao amor divino. A
iluminação: Cristo é a Luz que
ilumina, a Luz por excelência que nos tirou da escuridão, por Ele somos
iluminados, por Ele também iluminaremos onde chegarmos, levando a luz que é
Cristo.
Por fim, o rito de dedicação de uma igreja diz muito da nossa
fé, é uma celebração que se deve viver com muita piedade e atenção. E cada vez
que entrarmos numa igreja, tenhamos o devido respeito, amor por cada espaço
daquele local, é um local sagrado, onde Deus manifesta a Sua glória e
misericórdia, um local de encontro com o Pai por meio de Jesus Cristo no
Espírito Santo, lugar de falar e de ouvir a Deus, lugar de celebrar, de pedir,
de dar graças por tantos benefícios vindos do Alto. Naquela igreja ou capela
que frequentamos, seremos agraciados por Deus e cheios d’Ele voltemos para
casa, para o trabalho, para transbordar o Seu amor.
Conteúdo educativo extraído de uma plataforma da TV Canção Nova.
Matriz de São Francisco
Velha Matriz soberana,
guarda o tempo em seu altar,
fé, memória e esperança
que não cansam de brilhar;
cada pedra tem um conto,
cada sino um recordar.
Quantas preces já subiram
sob seu teto acolhedor,
quantos filhos desta terra
lhe confiaram sua dor;
e encontraram, no silêncio,
o consolo do Senhor.
**Quando setembro desponta,**
vem o povo em romaria,
São Francisco abre os caminhos
com sua doce alegria;
e a cidade inteira canta
numa santa sintonia.
És legado dos antigos,
testemunha da missão,
onde a fé dos itapajeenses
fez morada e devoção;
Matriz que atravessa os séculos,
viva em cada coração.
Autor: Artista popular Serginho Magalhães









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