As contas de luz terão em outubro bandeira tarifária nível dois, o
que elevará custos para consumidores, devido a chuvas fracas na região
das hidrelétricas, que respondem pela maior parte da geração de energia
no Brasil, disse nesta sexta-feira, 29, o diretor-geral da Agência Nacional
de Energia Elétrica (Aneel), Romeu Rufino.
"Em função do
regime hidrológico muito crítico, este setembro foi o pior mês de 2017, do ponto de vista da vazão, da série histórica do setor
elétrico", disse Rufino a jornalistas.
Com a bandeira vermelha
nível dois, que será implementada pela primeira vez, haverá um custo
adicional de 3,50 reais a cada 100 kilowatts-hora em eletricidade
consumidos, ante uma cobrança de 2 reais na bandeira amarela, vigente em
setembro.
Segundo Rufino, não há risco para o abastecimento de
eletricidade mesmo com a falta de chuvas, devido à diversificação da
matriz energética, com outras fontes de geração.
"O abastecimento, porém, está garantido, mas terá um custo mais alto", acrescentou ele.
Rufino
disse ainda que o consumidor de eletricidade pode contribuir para o
sistema ao reduzir sua demanda neste momento de custos mais elevados.
Assim,
a Aneel irá promover é uma campanha pela televisão e pela internet
sobre o uso consciente de energia, mas não será estabelecida uma meta
para a redução de demanda, afirmou Rufino.
O Brasil também irá aumentar importações de eletricidade junto aos
vizinhos Uruguai e Argentina para enfrentar o problema de oferta.
Rufino disse que apenas a Argentina pode enviar cerca de 1.000 megawatts médios em eletricidade ao país.
"A importação de energia do Uruguai e da Argentina entra para disputar com as térmicas", disse Rufino.
O
diretor da Aneel, no entanto, não quis comentar se há expectativa de
manutenção das contas de energia no patamar mais caro de bandeira
tarifária para além de outubro.
Segundo ele, é muito cedo para
projetar a bandeira tarifária para os próximos meses, uma vez que a
temporada de chuvas está em seu início com a chegada da primavera.
Uol Notícias

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