Justiça no Brasil está mais eficiente e Lava Jato prova isso


Em artigo publicado nesta semana, o Fundo Monetário Internacional (FMI) afirma que a Operação Lava Jato é um exemplo de que o combate à corrupção em países da América Latina já dá seus primeiros resultados — apesar dos esquemas de desvios de recursos públicos persistirem como um problema grave para as economias latino-americanas.
De acordo com o relatório, a luta contra a corrupção nos países latinos tem crescido como prioridade, seja por meio de atualizações da legislação ou por meio de instrumentos de transparência do destino dos recursos públicos.
Nesse contexto, a investigação que revelou um sistema de corrupção em diversas empresas estatais e privadas do Brasil é apresentado como um resultado concreto desses esforços:
“A recente investida contra a corrupção no Brasil com a Operação Lava Jato é reflexo de um judiciário mais eficiente, promotores independentes e dotados com orçamento apropriado, além do apoio decisivo da mídia e sociedade”, afirma o texto assinado por David Lipton, vice-diretor-geral do FMI, Alejandro Werner, diretor do departamento do Hemisfério Ocidental da mesma instituição, e S. Pelin Berkmen, subchefe do mesmo departamento.
Na primeira parte do relatório, publicada na semana passada, o órgão lembra que “quando a corrupção é sistêmica, reduz-se a capacidade do Estado para desempenhar suas funções básicas, tornando críticos os custos a ela associados. Além disso, a corrupção elevada tende a ser acompanhada por maior desigualdade”.
De acordo com o estudo, o combate eficiente à corrupção pode aumentar a renda per capita do quartil inferior ao mediano da população em 3 mil dólares na América Latina.

 Uol Notícias

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